Coordenação Pedagógica e Conselho de Classe

 



Coordenação pedagógica
 
 
Esse espaço deve promover a reflexão sobre os objetivos e as metas da instituição educacional, sendo articulador da proposta pedagógica, com a participação de todos os envolvidos na construção da autonomia da instituição e do professor.

Dessa forma, a troca de experiências prazerosas do educar, do aprender e do planejamento escolar favorece um clima de organização propício à reflexão coletiva e constante sobre a organização do trabalho pedagógico da instituição educacional, focalizando a aprendizagem e o desenvolvimento pleno dos alunos e buscando a qualidade da educação.

Para Vasconcellos, é importante lembrar que, antes de mais nada, a coordenação é exercida por um educador, e como tal deve estar no combate a tudo aquilo que desumaniza a instituição educacional: a reprodução da ideologia dominante, o autoritarismo, o conhecimento desvinculado da realidade.
 
Nesse sentido, cabe à coordenação pedagógica oportunizar um espaço dialógico de interlocução e reflexão dos fundamentos teóricos subjacentes à práxis do processo de transformação.


Conselho de Classe

Avaliar é uma ação constante no cotidiano da instituição educacional. Nesse espaço, vários são os sujeitos envolvidos, e o processo avaliativo passa necessariamente pela reflexão coletiva do fazer pedagógico.

O Conselho de Classe aparece, nesse contexto, como um dos espaços em que a reflexão coletiva do processo de ensino e de aprendizagem se faz presente.

De acordo com o Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, o Conselho de Classe é um colegiado composto por professores de um mesmo grupo de alunos ou, no caso dos anos/séries iniciais do Ensino Fundamental, por professores de uma mesma série ou ano, o diretor (ou seu representante), o orientador educacional, o coordenador pedagógico e o representante dos alunos, quando for o caso.

Quando o Conselho for participativo podem participar, ainda, todos os alunos e professores de uma mesma turma, bem como pais e responsáveis.

Marco e Maurício (2007, p. 86) destacam a importância do Conselho de Classe como “um espaço democrático e de construção de alternativas, e não uma mera reunião que determina deixando para o orientador uma lista de alunos e pais a serem chamados”.

O Conselho de Classe deve se reunir, ordinariamente, uma vez por bimestre e ao final do semestre ou do ano letivo, ou, extraordinariamente, quando convocado pelo diretor da instituição educacional. O registro da reunião, de acordo com o Regimento Escolar, dar-se-á por ata, em livro próprio.

No entanto, no Conselho de Classe Final, quando houver aprovação de aluno em discordância com o parecer do professor regente de determinado componente curricular, deve-se registrar o resultado dessa reunião de Conselho de Classe, também, no Diário de Classe do professor regente, no campo Informações Complementares, “preservando-se nesse documento (diário de classe) o registro anteriormente efetuado pelo professor”.

Via dupla de ações e atitudes intencionadas, o Conselho de Classe deve permanentemente analisar, discutir e refletir sobre os propósitos apontados pela proposta pedagógica da instituição educacional e, dessa forma, é imprescindível para se promover mudanças no espaço escolar voltadas para a avaliação de todos os processos e procedimentos adotados para o alcance da melhoria na educação.

O objetivo primordial do Conselho de Classe é acompanhar e avaliar o processo de educação, de ensino e de aprendizagem. Posto isso, pode-se afirmar que o Conselho de Classe é, por excelência, o espaço aglutinador dos processos escolares de construção coletiva de aprendizagens.

O Conselho de Classe guarda em si a possibilidade de articular os diversos segmentos da escola e tem por objeto de estudo o processo de ensino, que é o eixo central em torno da qual se desenvolve o processo de trabalho escolar (DALBEN, 1996, p.16).

Nesse sentido, o Conselho de Classe, no processo da gestão compartilhada da instituição educacional, por meio de seu eixo central, que é a avaliação escolar, deve ser considerado na organização da proposta pedagógica de cada unidade escolar.

A participação direta dos profissionais envolvidos no processo de ensino e de aprendizagem, com seus diferentes olhares, pautados nas experiências cotidianas vividas, nas informações obtidas por instrumentos e procedimentos avaliativos permite uma organização interdisciplinar que favorece uma reflexão sobre as metas planejadas, o que foi ensinado e o que foi avaliado, focando o trabalho na avaliação escolar.

Além disso, a ação avaliativa possibilita a inter-relação entre profissionais e alunos, entre turnos e entre séries e turmas, favorece a integração e sequencia das competências, habilidades e conteúdos curriculares de cada série/ano e orienta o processo de gestão do ensino.

Assim, por meio da ação coletiva, reavaliam-se, dinamizam-se e fortalecem-se os processos escolares promovendo o avanço dos atos de ensinar e aprender, aqui compreendidos como processos inerentes e indissociáveis da produção do saber humano.

A coordenação pedagógica do professor da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal com jornada de trabalho de 40 horas semanais será de 15 horas, distribuídas de acordo com a etapa e a modalidade de ensino em que atua. O professor com jornada de trabalho de 20 horas semanais cumprirá 4 horas de coordenação pedagógica.

A coordenação pedagógica caracteriza-se como um espaço conquistado para debate, discussões, avaliação e planejamento para o exercício da prática do ensino interdisciplinar, contextualizado e de uma aprendizagem significativa.


Parâmetros para Conselho de Classe 2014
     

Estamos atualizando os parâmetros para 2014.


Parâmetros para justificar rendimento inferior a nota 5,0 no bimestre. 2014


Centro Educacional 2 do Cruzeiro
Parâmetros identificados para baixo rendimento
Ano letivo de 2011 - Válido a partir do segundo bimestre.
1-Linguagem e códigos. Os itens de 1.1.1 a 1.1.8 devem ser utilizados tanto para Português quanto para Ingles ou Espanhol. Para Português  considerar 1.1.1. Para Inglês substituir o número 1 pelo número 2. Fica assim 1.2.1 até 1.2.8. Para Espanhol substituir o segundo número 1 pelo número 3. Fica assim 1.3.1 até 1.3.8
1-Português, 2-Inglês e      3-Espanhol1.1.1Dificuldade no uso da norma-padrão da lingua portuguesa
1.1.2Dificuldade em compreender a concordância das palavras
1.1.3Dificuldade em compreender regência
1.1.4Dificuldade em compreender ortografia
1.1.5Dificuldade em compreender pontuação
1.1.6Dificuldade na elaboração de textos formais
1.1.7Dificuldade em  compreender uma proposta e redação 
1.1.8Dificuldade em aplicar conceitos de várias áreas do conhecimento para desenvolver um tema.
4-Arte1.4.1Dificuldade para compreender fatos da Arte
1.4.2Dificuldade para compreender conceitos da Arte
4.2.3Dificuldades para compreender processos da Arte
1.4.4Dificuldade para relacionar fatos artísticos com outras áreas do conhecimento
5-Educação física1.5.1Não participa das aulas de Educação Física
1.5.2Dificuldade para compreender conceitos básicos sobre voleibol
1.5.3Dificuldade para compreender conceitos básicos sobre basquetebol
1.5.4Dificuldade para compreender conceitos básicos sobre futebol de salão
1.5.5Dificuldade para compreender conceitos básicos sobre atletismo
1.5.6Dificuldade para relacionar educação física com outras áreas do conhecimento
2-Ciências da Natureza 1-Matemática2.1.1Dificuldade para compreender  conceitos da matemática
2.1.2Dificuldade para compreender  fórmulas matemáticas
2.1.3Dificuldade na operações básicas de matemática
2.1.4Dificuldade para entender um gráfico 
2.1.5Dificuldade para relacionar matemática com outras áreas do conhecimento
2-Química2.2.1Dificuldade para compreender conceitos da química
2.2.2Dificuldade para compreender fórmulas químicas
2.2.3Dificuldade para entende processos básicos da química
2.2.4Dificuldade para entender tabela periódica
2.2.5Dificuldade para relacionar química  com outras áreas do conhecimento
3-Física2.3.1Dificuldade para compreender conceitos de física
2.3.2Dificuldade para compreender fórmulas físicas
2.3.3Dificuldade para compreender processos básico da física
2.3.4Dificuldade para relacionar física  com outras áreas do conhecimento
4-Biologia2.4.1Dificuldade para compreender conceitos da biologia
2.4.3Dificuldade para compreender fórmulas biológicas
2.4.4Dificuldade para compreender processos básicos da biologia
2.4.5Dificuldade para relacionar biologia  com outras áreas do conhecimento
2.4.6Dificuldade para fazer uso da linguagem científica 
2.4.7Dificuldade para compreender fenômenos naturais
3-Ciências humanas1-História3.1.1Dificuldade para compreender conceitos da História
3.1.2Dificuldade para compreender fatos históricos
3.1.3Dificuldade para compreender processos históricos
3.1.4Dificuldade para construir relações entre as fases da História
3.1.5Dificuldade para relacionar História com outras áreas do conhecimento
2-Geografia3.2.1Dificuldade para compreender conceitos da  Geografia
3.2.2Dificuldade para compreender fatos geográficos
3.2.3Dificuldade para compreender processos geográficos
3.2.4Dificuldade para relacionar Geografia com outras áreas do conhecimento
3-Filosofia3.3.1Dificuldade para compreender conceitos da  Filosofia
3.3.2Dificuldade para compreender fatos filosóficos
3.3.3Dificuldade para compreender processos filosóficos
3.3.4Dificuldade para relacionar filosofia com outras áreas do conhecimento
4-Sociologia3.4.1Dificuldade para compreender conceitos da  Sociologia
3.4.2Dificuldade para compreender fatos soliológicos
3.4.3Dificuldade para compreender processos sociológicos
3.4.4Dificuldade para relacionar Sociologia com outras áreas do conhecimento
PARÂMETROS GERAIS PARA TODAS AS DISCIPLINAS
Parâmetros gerais - Todas as disciplinas
4-Geral intelectualDificuldade  para 4.1Compreender estrutura de um texto
4.2 construir relações entre as áreas de conhecimento
4.3 construir relações entre conceitos
4.4 interpretar,selecionar, relacionar, organizar conceitos
4.5 interpretar informações
4.6 entender um texto simples.
4.7 compreender os comandos verbais
4.8 se envolver com os conhecimentos
4.9 compreender os conceitos ministrados
4.10 reconhecer os conceitos ministrados
4.11 relacionar conhecimento
4.12 construir argumentação
4.13 assumir posição
4.14 expor argumentos
4.15 expor posição
4.16 procurar a resposta certa 
4.17 compreender o que se pede
4.18 compreender o fenômeno
5-Geral-Fazer5.1Não participou da avaliação multidisciplinar
5.2Não participou da recuperação multidisciplinar
5.3Não participou da avaliação bimestral da disciplina
5.4Não participou da avaliação de recuperação bimestral da disciplina
5.5Recusa-se a executar as atividades
5.6Não apresentou nenhuma atividade solicitada
5.7Apresenta atividades incompletas
5.8Apresenta baixo rendimento nas atividades
5.9Não porta o material didático em sala de aula
5.10Demonstra desinteresse pela aula
5.11Apresenta baixo rendimento na prova
6-Disciplina na sala de aula6.1Desrespeita professor(a)
6.2Desrespeita colegas de sala
6.3Conversa demasiadamente na sala
6.4Atrapalha, de forma proposital,  as aulas
6.5Desrespeita os valores humanos
6.6Desrespeita a diversidade cultural
6.7Desrespeita as diversidades individuais
6.8Não acata os comandos do professor
6.9Profere palavras de baixo calão
6.10É infrequente (quando registrado 50% ou mais de faltas)
6.11Chega atrasado na sala de aula
6.12Frequência irregular (sazonal)
6.13Encaminhar ao SOE 
Parâmetros elaborados pela Equipe da Coordenação Pedagógica do Centro Educacional 02 do Cruzeiro - Brasília-DF. Maio/2011.




A proposta pedagógica

A proposta pedagógica constitui-se parte essencial da organização do trabalho da instituição educacional.

Tem como objetivo principal instrumentalizar a comunidade educacional (gestores, professores, pais, alunos, conselho escolar, auxiliares de educação) para a ação educativa, visando à melhoria da qualidade do ensino, de forma a atender às especificidades da instituição, articulada aos fins e princípios que norteiam sua filosofia no que diz respeito à compreensão da vida social nas suas diferentes dimensões.

Essa premissa deve permear todo o processo educativo, de modo a priorizar, nas suas ações, a participação coletiva dos sujeitos, no sentido de estabelecer uma práxis pedagógica centrada no diálogo e na promoção da autonomia escolar, conforme destaca Veiga (1997, p.102): “a escola é um espaço público, lugar de debate e diálogo fundado na reflexão coletiva (...) terão que nascer do próprio chão da escola e ser construída coletivamente”.

A proposta pedagógica decorre de um processo participativo, construído continuamente para organização do trabalho pedagógico, a fim de desvelar os conflitos e as contradições, nascidos da própria realidade, tendo o compromisso da superação de problemas com a formação do cidadão.

Ressalta-se que esse processo não se reduz ao campo pedagógico da autonomia da instituição educacional. Sua dimensão administrativa (financeira e jurídica) deve ser uma ação articulada, dinâmica e comprometida com a qualidade de ensino.

Imbuída de uma natureza política, a proposta pedagógica, no seu processo de construção, não deve, portanto, prescindir dos conflitos e das tensões que desafiam o cotidiano da sala de aula, mas, ao contrário, considerá-los como indicadores necessários para modificar as práticas educativas conservadoras, que resistem a um projeto social de instituição educacional verdadeiramente democrático e comprometido com a educação de qualidade.

Segundo Vasconcellos (1995), a proposta pedagógica é um Instrumento teórico metodológico que visa ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano da escola, só que de uma forma refletida, consciente, sistematizada, orgânica e, o que é essencial, participativa. É uma metodologia de trabalho que possibilita ressignificar a ação de todos os agentes da instituição (p.143).
A busca por uma instituição educacional pública de qualidade concretiza-se mediante a construção e a vivência de uma proposta pedagógica que reflita o pensamento e a identidade de todos os membros da comunidade escolar, com base nas diretrizes institucionais da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal.

Como instrumento norteador e explicitador da ação educativa, a proposta pedagógica deve definir os fundamentos histórico-sócio-culturais, epistemológicos e didático-pedagógicos orientadores da práxis educativa, devendo contemplar, segundo a Resolução nº. 1/2005 – CEDF, Art. 142:
I origem histórica, natureza e contexto da instituição;
II fundamentos norteadores da prática educativa;
III missão e objetivos institucionais;
IV organização pedagógica da educação e do ensino oferecidos;
V organização curricular e respectivas matrizes;
VI processos de avaliação da aprendizagem e de sua execução;
VII estratégias para a sua implementação: recursos físicos, didático-metodológicos, pessoal docente, de serviços especializados e de apoio;
VIII gestão administrativa e pedagógica.
Todos os sujeitos envolvidos nos processos educativos da instituição educacional devem participar de sua construção. A promoção e a participação em reuniões, a eleição do Conselho Escolar e da Associação de Pais e Mestres, a escolha de representantes de cada segmento para expressar suas idéias e defender seus objetivos devem ser estratégias utilizadas pela instituição educacional, sob a mediação de seu gestor.

Nessa perspectiva, o foco na gestão escolar ganha destaque no desenho das políticas públicas da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal com a implantação da Gestão Compartilhada.

Essa gestão se dá mediante a assinatura do Termo de Compromisso2, tendo como objetivo e finalidade assegurar a construção coletiva da Proposta Pedagógica da Instituição Educacional, cujo eixo é a inclusão educacional, com participação dos segmentos, inclusive dos conselhos escolares, indispensáveis para que se favoreça a aprendizagem efetiva e significativa dos alunos, bem como a construção de valores, por meio de práticas pedagógicas que propiciem o exercício da cidadania.

 Para tanto, faz-se necessário cumprir metas e indicadores educacionais e de gestão, definidos pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, observadas as especificidades da instituição educacional, a partir do ano letivo de 2008.

Assim, espera-se que cada instituição educacional, tendo por base as diretrizes norteadoras da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, possa elaborar sua proposta pedagógica, partilhando suas experiências, enriquecendo e agilizando uma mudança com vistas à promoção de uma nova cultura educacional comprometida com a gestão da aprendizagem, conforme preconizado pelo Art. 13 da LDB, qual seja “zelar pela aprendizagem dos alunos” e, assim, formar cidadãos competentes, sensíveis e éticos.